Movimento Terras -

2 de agosto de 2011

Tijolos Ecológicos produzidos por mão de obra carcerária


Inaugurada a seis anos, uma fábrica de tijolos está inovando na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A fábrica produz tijolos ecológicos com mão de obra carcerária.

Os tijolos são produzidos por detentos que cumprem pena do Presídio Industrial Esmeraldino Bandeira, dentro do complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Os presos recebem um salário mínimo como remuneração e trabalham dentro das normas de segurança e carga horária do ministério do trabalho. A produção mensal é de 50 mil tijolos e cerca de 250 internos já foram capacitados.

Os tijolos ecológicos são feitos de barro, pó de pedra e 10% de cimento. Nessa mistura, 85% dos materiais é de solo natural e não há necessidade de combustão no processo, o que dispensa o consumo de energia poluente.

Além das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os tijolos ecológicos também serviram de base para a construção de quiosques do Detran, da parte administrativa do Porto Açu, em São João da Barra, de escolas municipais e estaduais, além, da reforma da sede da Fundação Santa Cabrini.

29 de abril de 2011

Certificação sustentável - BREEAM

O setor da construção civil está relacionado a significativos impactos ambientais. No Brasil, as atividades da construção e utilização dos edifícios têm levado ao consumo de cerca de 50% da energia elétrica gerada, 20% da água tratada, 75% dos recursos naturais extraídos do meio ambiente e a produção de 80 milhões de toneladas de resíduos por ano.

Por isso, profissionais e empresas ligados à cadeia construtiva e que tem consciência deste quadro e buscam melhorar a qualidade dos espaços construídos. Com soluções que preservam o meio ambiente, ao mesmo tempo em que promovem o conforto e bem-estar das pessoas - para esta e as próximas gerações - o número de empreendimentos que visam obter uma certificação ambiental é cada vez maior. Seguindo essa nova tendência, o Movimento Terras é o primeiro representante na Améica Latina do BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method).

O BREEAM é um método de avaliação de construção sustentável muito comum na Europa e na Ásia. Porém, nas Américas, essa certificação ainda é inédita. Criada em 1992 na Inglaterra, essa empresa já aprovou mais de 110 mil empreendimentos em vários países.

Para obter o selo BREEAM, é necessária uma avaliação dos métodos propostos nos projetos a fim de garantir a característica de sustentabilidade de uma edificação. Dentre os muitos aspectos avaliados estão a redução de consumo de água e energia, a diminuição do impacto ambiental dos materiais, a racionalização da emissão de carbono e geração de resíduos, entre outros.

Os principais diferenciais do BREEAM em relação às demais metodologias, como o LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, do Green Building Concil, são:
- o rigor e profundidade de seus critérios, constantemente atualizados devido a sua estreita relação com pesquisas acadêmicas e análise laboratorial do ciclo de vida de materiais e sistemas;
- a sua adaptabilidade para ser aplicada em diferentes culturas, por utilizar-se de calibragens regionais para refletir questões de diferenças ambientais que afetam outras partes do planeta.

O BREEAM tem um número expressivamente maior de prédios registrados ao redor do mundo, em relação às outras certificações: mais de 110.000 edifícios. O LEED, por exemplo, tem em torno de 20.000 edificações certificadas, enquanto o HQE (Haute Qualité Environnementale) tem um pouco mais de 1.500.


A certificação de construções tem grande receptividade pelo público, agregando muito valor e respeitabilidade aos empreendimentos e sendo, ela mesma, mecanismo de comunicação e divulgação do movimento por um mundo mais sustentável.


O objetivo maior da certificação BREEAM é contribuir para o desenvolvimento do ambiente construído, avaliando e propondo soluções mais sustentáveis para diferentes programas de projeto e promovendo a transparência e o atendimento de conforto e necessidades das pessoas agora e nas futuras gerações.

13 de abril de 2011

Tijolo de entulho

A geração de entulho de uma obra é sempre uma questão complicada. Seu destino quase sempre é um aterro sanitário o que, aliado a outros tipos de lixo, aumenta a contaminação do solo. Além de poluir e degradar nosso meio ambiente, esse material descartado também joga no lixo toda a energia e força de trabalho usadas para sua criação.

Agora, uma nova invenção pode mudar o pensamento sobre a execução de uma obra. São os tijolos feitos de entulho. Pensando na redução do impacto ambiental da construção civil, uma empresa gaúcha criou uma máquina capaz de moer toda sorte de materiais, de restos de concreto a pisos a cerâmicas transformando o que normalmente seria descartado em tijolos de qualidade.

Essa nova tecnologia elimina uma parte considerável do lixo nos aterros, reutilizando o entulho e processando novos tijolos. Podendo eliminar também uma parte da produção de tijolos tradicionais, reduzindo a poluição, o consumo de energia e criando uma nova área de atuação na construção civil.



7 de fevereiro de 2011

Incandescente X Fluorescente








Estudos mostram que a lâmpada incandescente tem tempo de uso médio de mil horas e um rendimento muito baixo, apenas 5% da energia elétrica consumida é transformada em luz. Já a lâmpada fluorescente tem durabilidade de 12 mil horas e proporciona uma economia de até 85%.

A União Européia já aprovou em 2009 uma norma para parar a fabricação de lâmpadas incandescentes comuns. O objetivo é priorizar a eficiência energética e diminuir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Diversos países também já anunciaram que pretendem proibir ou restringir o comércio dessas lâmpadas. No Brasil, já existe o Projeto de Lei 1.161/07 que prevê a substituição das lâmpadas incandescentes por fluorescentes.

Pensando nessa questão, o Movimento Terras priorizou o uso de lâmpadas fluorescentes e LEDs no projeto de luminotécnica dos 8 lotes, visando criar um ambiente agradável, com tecnologia moderna, economizando energia.





25 de janeiro de 2011

Lâmpadas e sensores de presença


Na grande maioria das vezes o uso de sensor de presença pode significar grande economia de luz. Mas isso não se aplica a todos os casos. Em consulta a Lighting Designer do Movimento Terras, ficou claro que o uso de sensor em ambientes com acionamento repetitivo aliado à especificação de lâmpadas com reator pode ocasionar a redução da vida do reator.  Logo a economia no tempo de uso da lâmpada e da energia resultaria em desperdício do reator.

Como em todo o Movimento Terras estão sendo especificadas lâmpadas de baixo consumo de energia, o uso do sensor de presença não se justifica. Para melhorar a economia de recurso e ajudar na eficiência, os moradores das residências do Movimento Terras irão receber, no Manual do Proprietário, orientações e recomendações para o uso sustentável da sua residência.

10 de janeiro de 2011

Materiais


Uma das grandes dificuldades enfrentadas é a especificação de materiais sustentáveis para acabamentos e revestimentos. Nos critérios do selo BREEAM, é solicitada a análise do ciclo de vida dos materiais e/ou o rastreamento da emissão de carbono. Contudo, no Brasil, não temos nenhum estudo sistematizado e publicado sobre nenhum dos dois temas e, importar, significaria emitir carbono para fazer o transporte do material de onde é fabricado até a obra.

Para contornar esta questão, foram solicitados aos fabricantes todos os tipos de laudos técnicos e certificações sobre os processos de produção e composição dos produtos para analisar, junto aos consultores sustentáveis, quais as melhores opções dentro do que é fabricado aqui. A saída é utilizar materiais com o menor impacto ambiental possível. Por exemplo: cerâmicas que utilizam reciclados em sua composição; fábricas que reutilizam água; pisos cimentícios que não possuem queima em sua produção; pastilhas feitas com vidros reciclados; resinas não poluentes; e, tintas a base de água.

28 de dezembro de 2010

Bambu




O bambu é considerado um excelente material sustentável. Em contato com um consultor experiente no uso de bambu na construção civil, alguns mistérios sobre esse material foram desvendados. É um material ótimo para estruturas, tais como pilares, vigas  telhados, além do interior de paredes de taipa. Mas, para isso, não podemos utilizar qualquer bambu, ele deve ter características específicas. Hoje, o melhor bambu é encontrado em São Paulo e, na falta deste, na Argentina.
Antes de ser usado na construção, o bambu deve receber um tratamento químico (não poluente) que deve que ser realizado por um especialista. Já aplicado, o bambu tem que ficar ao abrigo de sol e da chuva, uma vez que ele pode perder suas características em caso de mau uso.
Antes destes esclarecimentos, o Movimento Terras contava com pérgolas de bambu. Mas, como as pérgolas estariam ao ar livre, isto poderia representar o desgaste do material e a necessidade de sua substituição com pouco tempo de uso, perdendo, assim, um dos conceitos da sustentabilidade:  a longevidade da construção.