Movimento Terras -

31 de julho de 2012



O Vidro Eficiente

O Movimento Terras tem como objetivo implantar um modelo de arquitetura contemporânea com desenvolvimento sustentável. E tendo em vista esse conceito, conta com parceiros como a Guardian trazendo e implantando tecnologia como os vidros Low-E.

Os revestimentos de baixa emissividade (low-E) são camadas de metal microscopicamente finas que são depositados sobre uma superfície da janela para ajudar a manter o calor no mesmo lado do vidro a partir da qual se originou. O objetivo é encontrar o equilíbrio adequado entre a captura e reflexão do calor solar.

Aplicação do Vidro na Construção Civil

Desde 1980, o vidro tem conquistado espaço na arquitetura e construção civil. Ele é utilizado com frequência em fachadas, coberturas, pisos, divisórias, portas, janelas, escadas e paredes, além do seu uso como elemento de segurança em guarda-corpos. Podemos considerar que o largo emprego deste material se deve ao fato de que ele possibilita uma interação entre os meios interno e externo, o que amplia a segurança e a visibilidade.

O vidro garante leveza aos ambientes, e é comumente utilizado em residências, pois leva beleza e harmonia às formas delineadas.
Novas tecnologias já permitem o uso do vidro em paredes de sustentação, em pisos e em estruturas de escadas em projetos mais arrojados.
                                                                           

Dentre os diversos tipos de vidro, os mais utilizados na construção civil são: Vidro plano, vidros planos lisos, vidros cristais, vidros impressos, vidros refletivos, vidro anti-reflexo, vidros temperados, vidros laminados, vidros aramados, vidros coloridos, vidros serigrafados, vidros curvos e espelhos fabricados a partir do vidro comum. Encontramos ainda as fibras de vidro, matéria prima para a fabricação de mantas e tecidos utilizados em aplicações de reforço ou de isolamentos.



Tipos de Vidro

Monolítico:
Vidro comum, usado em caixilhos de alumínio.
















Temperado:
Um choque térmico na fabricação o torna cinco vezes mais resistente que o comum. Se quebrar, produz pedaços pequenos e não cortantes.

Laminado:
Sanduíche de duas ou mais placas de vidro, que leva no miolo uma película de segurança (PVB, EVA ou resina). Se romper, a película retém os pedacinhos.

Aramado:
Vem com uma malha de aço no meio da massa. É um vidro de segurança (a malha de aço retém os cacos), e também tem função de isolante termoacústico.

Refletivo, ou espelhado:
Reflete a luz e não absorve tanto calor.
Serigrafado:
Colorido, é impregnado de tinta no forno de têmpera.
Jateado:
Jatos de areia ou pós abrasivos fazem desenhos opacos na superfície.






Impresso:
Apresenta relevos e texturas na superfície, feitos no processo de fabricação.















Acidado:
Submetido a solução ácida, torna-se opaco.





Curvo:
Moldado a quente em formas a partir de 3 mm de espessura, é feito sob encomenda.
















Blindado:
As camadas plásticas existentes entre várias lâminas de vidro amortecem o impacto e oferecem resistência.





















Autolimpante:
possui uma camada metalizada que tem como principal componente o óxido de titânio. Os raios ultravioletas ativam as propriedades autolimpantes do vidro, não deixando a sujeira fixar na superfície da chapa.

Antirreflexo:
Passa por um processo que tira o brilho de sua superfície, tornando-se antirreflexo, sem alterar a sua capacidade de transmissão de luz.
Vidro Anti-riscos:
O produto possui um revestimento especial aplicado durante o processo de fabricação do vidro que lhe confere resistência a riscos e arranhões 10 vezes mais que os comuns.

Vidro Antivandalismo:
São projetados para frustrar ataques rápidos-como, por exemplo, o lançamento de um tijolo, sem desprendimento de pedaços de vidro, enquanto se aguarda sua reposição. Evita-se dessa maneira o roubo,a deterioração dos objetos pelas intempéries e os fragmentos de vidros espalhados.

Vidro Colorido:
Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia, existem três formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa; deposição de camada refletiva; laminação de película plástica colorida. Os vidros impressos e float coloridos na massa distinguem-se dos incolores pelo fato de aditivos minerais serem incorporados em suas composições,conferindo-lhes de um lado coloração e ,de outro,proporcionando-lhes o poder de barrar um mínimo de radiação solar.São produzidos nas cores fumê(cinza), bronze, verde e azul.

Vidro Craquelado:
São vidros laminados compostos por uma lâmina interna de vidro temperado com duas lâminas externas de vidros comuns (float). No processo de produção do craquelado,o vidro temperado interno é quebrado e fragmenta-se,ficando aderido à película plástica e preso às lâminas externas.



Vidro Fusing:
Vidro fusing significa o vidro utilizado em decoração ou em peças utilitárias feitas a partir do sistema de fusão de vidros ou de cacos moídos que utiliza o mesmo nome. Nas vidraçarias, o sistema fusing permite o aproveitamento de sobras, transformando-se, em alguns casos, na atividade principal da empresa. Os produtos que recebem toques artísticos deixam de ser comparados com similares do mercado e podem proporcionar uma margem de lucro maior, principalmente se forem direcionados a um público que exige e valoriza essa personificação. 

Vidro Resistente ao fogo:
Os vidros resistentes ao fogo sem malha metálica são vidros laminados compostos por várias lâminas intercaladas com material químico transparente, que se funde e dilata em caso de incêndio. Essa reação se ativa quando a temperatura de uma das faces do vidro atinge 120ºC.

Sistemas de Envidraçamento

O envidraçamento é a instalação de um painel de vidro em uma moldura sulcada, por meio da fixação com pregos de vidraceiro e da vedação do conjunto com um filete chanfrado de massa de vidraceiro ou mastique.

Existem diferentes tipos de envidraçamento disponíveis para nosso uso na arquitetura. O comum, como já mencionado, o duplo, o envidraçamento a seco, em nível, de junta de topo ou, ainda há a possibilidade de uso de painéis de vidro.No envidraçamento duplo, instalam-se duas chapas de vidro paralelas, separadas por uma camada vedada de ar. Isso faz com que se reduzam as transmissões térmica e sonora no ambiente.

O envidraçamento a seco, substitui a fita de envidraçamento ou o vedante líquido, instalando o vidro em um caixilho de janela com uma gaxeta de compressão.
No envidraçamento em nível, as peças de emolduração estão inteiramente colocadas atrás dos painéis, de modo a formarem uma superfície externa nivelada, com um vedante estrutural de silicone.
O envidraçamento de junta de topo é usado na a união de peças em grandes janelas. As folhas de vidro são unidas, também por um vedante estrutural de silicone.
E, por fim, o sistema de painéis de vidro, que deve ser feito com vidro temperado, de modo que através de presilhas especiais, as folhas de vidro são suspendidas e unidas com vedante estrutural de silicone, ou por chapas metálicas de ligação.


30 de março de 2012

Aquecimento Solar


Uma forma alternativa de gerar energia que vem ganhando grande espaço no mercado é a energia solar. Prova disso é o aumento no faturamento dessas indústrias: em 2010 o faturamento anual já computava 38 bilhões de dólares e a projeção para 2015 é que esse número triplique. 

E se antes essa forma de captação energética era empregada apenas em grandes construções, hoje projetos de moradias populares já prevêem o uso de aquecedores solares de água.Enquanto o aquecimento solar de água ganha espaço e incentivo, a transformação da energia solar em energia elétrica ainda não consegue suprir as necessidades de uma residência de maneira eficiente. 

A energia fotovoltaica necessita de grande densidade de insolação para funcionar a um ritmo constante e produtivo. Porém isso ainda não é possível, pois as placas não são tão eficazes quanto necessitam e o sol não é tão intenso todos os dias, por isso é necessário ter um sistema elétrico de reserva.Além disso, o custo unitário desses produtos ainda é elevado, podendo variar entre R$900,00 para casas pequenas e R$5.000,00 para casas com mais de 180m². 

Uma vez que é necessária uma área muito ampla coberta por placas fotovoltaicas, o abastecimento de uma casa se torna inviável.Por exemplo, uma residência que possui a quantidade mínima de equipamentos eletrônicos, gasta em média 400 watts por hora em um dia. Isso seria o equivalente a 288 kw por mês - R$115,00. O coletor solar pode gerar até 10 watts por hora em um dia, isso equivale a 7,2 kw por mês, apenas 2,5% do necessário! Então, para fornecer energia para essa casa apenas com a energia solar, seriam necessárias quarenta placas fotovoltaicas. 

O valor total para a colocação das placas sairia em torno de R$200.000,00!Já para os aquecedores solares, o custo é um pouco mais reduzido e é possível obter um rendimento de até 30% de água quente sem fazer uso da energia elétrica. Cada placa pode gerar até 100L de água quente por dia. Supondo que o consumo de uma residência com três pessoas seja de 500l por dia, seriam necessárias 5 placas de aquecedores solares. 

O custo dessas placas seria de aproximadamente R$10.000,00.

Em São Paulo, desde julho de 2008, o uso de aquecedores solares de água é obrigatório, em residências com quatro ou mais banheiros, no sistema de aquecimento de piscinas e em estabelecimentos que fazem uso intensivo de água quente, tais como academias, hotéis, clínicas, entre outros. A lei também define que residências novas com até três dormitórios tenham pelo menos a infra-estrutura instalada para futuramente receber o sistema de aquecimento. Em todo o estado, 15 cidades como, Ribeirão Pires (SP), Jundiaí e Campo Grande (SP) já criaram leis de incentivo ao uso de aquecedor solar.Mesmo com todo o incentivo ao uso das placas aquecedoras, as placas fotovoltaicas foram deixadas de lado pelas empresas privadas e pelo governo, pois ainda não são eficazes a ponto de serem utilizadas para gerar a energia necessária. Precisamos que essas empresas aprimorem seus recursos para que o custo final seja reduzido e o planeta seja beneficiado.

1 de dezembro de 2011

Materiais Recicláveis e Não Recicláveis




Quando o assunto é coleta seletiva e reciclagem, podemos achar que todos os tipos de papel, plástico, metal e vidro são recicláveis. Porém, o que nem todo mundo sabe, é que dentro desses grupos existem alguns materiais que ainda não podem ser reciclados. Estes são:





  • Papel: Adesivos, etiquetas, Fita crepe, Papel carbono, Fotografias, Papel toalha, Papel higiênico, Papéis engordurados, Metalizados, Parafinados, Plastificados, Papel de fax.

  • Plástico: Cabo de panela, Tomadas, Adesivos, Espuma, teclados de computador, Acrílicos, Isopor.

  • Vidro: Espelhos, Lâmpadas, Cerâmicas, Porcelanas, Cristal, Ampolas de medicamentos.

  • Metal: Clipes, Grampos, Esponja de aço, Latas de tinta tóxica, Latas de combustível, Pilhas, Baterias.
 
Além disso, é preciso lembrar que o lixo reciclável não pode ser misturado com os materiais não recicláveis, para que, na hora da coleta, o trabalho de reciclagem ou a qualidade do produto final não sejam prejudicados.
Apesar de não termos ainda tecnologia suficiente que recicle todos os materiais diminuindo o impacto da nossa produção de resíduos na natureza, já existem pessoas que fazem esse trabalho. Porém, isso não é feito com todos os materiais, o que não quer dizer que eles não possam ser reutilizados e futuramente reciclados por outras empresas.


Algumas empresas já fazem a reciclagem de lâmpadas. A Lepri Ecopastilhas, de São Paulo, recicla lâmpadas fluorescentes e as transforma em pastilhas para revestimentos. O vidro reciclado da lâmpada é usado tanto no esmalte quanto na massa dos seus produtos.
Outra empresa paulistana, A Tramppo, também faz a reciclagem de lâmpadas, separando componentes metálicos, vidro e mercúrio, para serem encaminhados ao mercado. Porém esse processo acaba sendo mais caro que o valor dos produtos obtidos por ela, o que faz com que seja necessário pagamento para esse trabalho.

No caso das pilhas e baterias usadas, elas liberam metais tóxicos como mercúrio, cádmio e chumbo, que ao serem jogados no lixo, podem gerar um alto nível de contaminação. Por isso, existem pontos de coleta que recebem esses materiais, tais como: Lojas da Vivo, Claro, Tim, Motorola, Sony, Banco Bradesco, Santander.

E por que os computadores não podem ser reciclados como as garrafas PET?

A diferença entre a garrafa PET e um teclado de computador, é que o teclado além do plástico, possui em sua composição, chumbo, cádmio, mercúrio, metal ferroso, vidro e placas eletrônicas. Por isso, eles não podem ser reciclados como os plásticos comuns ou simplesmente jogados nos aterros sanitários, pois podem causar danos à saúde se misturados ao solo. Existem instituições que aceitam computadores usados ou quebrados para a montagem de centros de informática públicos, como:


Hospital Albert Einstein
ABRE – Associação Brasileira de Distribuição de Excedentes
Associação PRÓ-HOPE - Apoio a Criança com Câncer
Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais

Com o avanço da tecnologia e a preocupação com o meio ambiente, a empresa PEGA Design & Engineering, desenvolveu um conceito de computador biodegrável, feito de papel reciclado e polipropileno, que além de biodegradável, é resistente e totalmente reciclável e podem ser facilmente desenvolvidos. Porém estes computadores ainda não estão disponíveis no mercado.

Já os papéis adesivos recobertos com outros materiais como, por exemplo, o celofane e as fitas adesivas, são de difícil reaproveitamento e por isso ainda não existe uma empresa que faça a reciclagem desses materiais.

Apesar das dificuldades na reciclagem do isopor, a Cooperativa paulistana, Coopervivabem, iniciou esse trabalho em Janeiro de 2007, e funciona hoje como ponto de coleta para outras cooperativas de reciclagem da cidade. O processo de reciclagem começa pelo corte dos materiais. Depois eles são expostos ao calor e atrito e se transformam em uma massa homogênea, que depois de resfriada, é cortada em grânulos para ser misturada e então reutilizada.

O importante é lembrar que mesmo que não haja coleta seletiva em todos os lugares, é necessário que cada um gerencie seus resíduos. Isso vale até mesmo para aqueles que são denominados com não recicláveis, pois eles podem não ser hoje, mas com o avanço tecnológico, esses materiais poderão ser reciclados, porém nada disso importará se o processo de desagregação do lixo já não for uma rotina em nossas vidas.

1 de novembro de 2011

Coleta Seletiva


Muitos sabem, poucos fazem.
A coleta seletiva tem grande importância para o meio ambiente. Porém, ela só funciona com um processo de educação ambiental sobre os problemas do desperdício de recursos naturais e da poluição causada pelo lixo.

A coleta seletiva beneficia o planeta pela redução do consumo de energia, da poluição do solo, da exploração dos recursos naturais, e pela reciclagem dos materiais que iriam para o lixo. Além disso, gera emprego e renda através da comercialização dos produtos reciclados.

Existem hoje, no Brasil, leis que incentivam entidades e órgãos públicos a promover campanhas educativas sobre a importância da coleta seletiva do lixo. Em algumas regiões, essas idéias já foram postas em prática, como por exemplo, em Barretos, no interior de São Paulo, onde a Prefeitura oferece descontos no IPTU pra quem pratica e colabora com a coleta.

Na verdade, é muito simples fazer a coleta seletiva do lixo. O importante é separar os materiais a serem descartados e entregá-los ao setor de coleta. Eles podem ser separados em grupos e cada um possui uma cor: o azul corresponde ao papel, o amarelo corresponde ao metal, o vermelho corresponde ao plástico e o verde corresponde ao vidro.

Infelizmente, mesmo com campanhas e eventos a respeito, a maioria da população ainda não tem plena consciência sobre o assunto.

 Para que a coleta seletiva deixe de ser apenas uma idéia e passe a ser uma rotina, é necessário implantar essas práticas sustentáveis em escolas e empresas. Crianças têm um poder de aprendizado incrível, e ao realizar tarefas de caráter sustentáveis na sala de aula, elas levam o aprendizado para suas casas, influenciando sua família. O mesmo acontece nas empresas que implantam essa idéia.

No entanto não há número significativo de latas de coleta seletiva de lixo nas ruas. Além da população, o poder público também precisa agir, para que nada seja feito em vão. Esse deve ser um esforço coletivo.

4 de outubro de 2011

Telhado Verde


Seguindo a tendência mundial, o Brasil também busca novas formas de incentivar e normalizar as construções com características sustentáveis. Um bom exemplo disso acontece em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde já existe uma lei que especifica que regulariza a construção de telhados verdes.

A utilização do telhado verde com estratégia de conforto ambiental e sustentabilidade também é tema de debate no Congresso Nacional. Atualmente tramita na casa um Projeto de Lei que visa dar desconto no pagamento do IPTU de até 5% do seu valor bruto para quem implantar em até 50% de suas coberturas o telhado verde.

Também conhecido como Ecotelhado, o telhado verde pode ser feito com grama, flores e até mesmo árvores. Dependendo da proposta, pode servir apenas para a melhora do conforto termo-acústico da residência ou até mesmo com uma outra área de lazer da residência.

Entre as suas vantagens estão também a diminuição da poluição ambiental e o aumento da umidade relativa do ar nas áreas próximas ao telhado verde. O resfriamento do ambiente gerado pelo telhado, acarreta numa diminuição de uso do ar condicionado gerando uma maior economia de energia.  Além disso, com um telhado bem projetado é possível reter boa quantidade de água da chuva, sendo esta utilizada de maneira racional e eficiente pode passar por tecnologias inovadoras para o seu tratamento e limpeza sendo reaproveitada na irrigação do próprio telhado.

O telhado verde é mais um item sustentável nos projetos das casas do Movimento Terras, criando um conforto ambiental, reduzindo assim o consumo de energia e reutilizando a água de chuva.

                                

22 de setembro de 2011

O selo FSC


O FSC (Forest Stewardship Council)  é um selo ambiental  reconhecido em todo o mundo que garante a integridade da madeira e a certeza de que sua extração foi feita de madeira racional e sustentável. Pensando nisso, as madeiras utilizadas desde a fundação até as esquadrias e detalhes de marcenaria das casas do Movimento Terras recebem o selo FSC.

O FSC, ou Conselho de Manejo Florestal, no Brasil,  é um órgão não governamental com atuação mundial, que regulamenta as práticas de manejo de impacto reduzido nas florestas. É o único sistema de certificação florestal independente que adota padrões ambientais internacionalmente aceitos, incorporando interesses de grupos sociais, ambientais e econômicos de maneira equilibrada.

Os critérios estabelecidos pelo FSC são a garantia de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal, desde o corte da árvore até o produto final. Essa certificação abrange todos os produtos provenientes de florestas que chegam às mãos dos consumidores e atesta que eles não causaram destruição de florestas primárias como a da Amazônia em sua fabricação.

A certificação é um processo voluntário, no qual a floresta é avaliada por um órgão independente, que verifica o cumprimento dos Princípios e Critérios do FSC. O Brasil é hoje o país com a maior área de florestas e o maior número de produtos certificados pelo FSC no mundo. São mais de 3 milhões de hectares de florestas certificadas desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul e cerca de 170 certificações de cadeia de custódia, que é o acompanhamento da madeira da sua extração até seu beneficiamento.


2 de agosto de 2011

Tijolos Ecológicos produzidos por mão de obra carcerária


Inaugurada a seis anos, uma fábrica de tijolos está inovando na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A fábrica produz tijolos ecológicos com mão de obra carcerária.

Os tijolos são produzidos por detentos que cumprem pena do Presídio Industrial Esmeraldino Bandeira, dentro do complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Os presos recebem um salário mínimo como remuneração e trabalham dentro das normas de segurança e carga horária do ministério do trabalho. A produção mensal é de 50 mil tijolos e cerca de 250 internos já foram capacitados.

Os tijolos ecológicos são feitos de barro, pó de pedra e 10% de cimento. Nessa mistura, 85% dos materiais é de solo natural e não há necessidade de combustão no processo, o que dispensa o consumo de energia poluente.

Além das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os tijolos ecológicos também serviram de base para a construção de quiosques do Detran, da parte administrativa do Porto Açu, em São João da Barra, de escolas municipais e estaduais, além, da reforma da sede da Fundação Santa Cabrini.